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Ricardo Teixeira receberá R$60.000 mensalmente da FIFA.


GENEBRA - Passou a vigorar no dia 1.º de janeiro a aposentadoria de Ricardo Teixeira na Fifa. Segundo o Estado apurou, o ex-membro do Comitê Executivo terá uma pensão de cerca de R$ 60 mil neste ano, valor que entrará anualmente em sua conta até ele completar 82 anos, em 2030. A quantia é uma retribuição aos serviços prestados ao futebol.
Além de dinheiro da Fifa, Teixeira continua remunerado pela CBF - Fábio Motta/Estadão - 03/08/2010
Fábio Motta/Estadão - 03/08/2010
Além de dinheiro da Fifa, Teixeira continua remunerado pela CBF
"Membros do Comitê Executivo da Fifa aposentados têm direito à pensão da Fifa", afirmou Delia Fischer, uma das porta-vozes da entidade, por e-mail. Teixeira, apesar de viver na Flórida, Estados Unidos, e não ser mais presidente da CBF, também continua a receber da entidade brasileira pela consultoria que presta à organização. Sua remuneração pelos serviços à CBF chega a R$ 120 mil mensais.
No caso da Fifa, a entidade não revelou o valor exato da aposentadoria paga à Teixeira, indicando que o montante global pago aos aposentados estava no relatório financeiro anual da entidade. A Fifa tem reservados US$ 16,8 milhões (cerca de R$ 33,6 milhões) para as pensões dos 24 membros de seu Comitê Executivo, um "pé de meia" que eles mesmos criaram em 2005.
Teixeira deixou a CBF e a Fifa em março do ano passado, diante dos escândalos que se acumulavam. Alguns meses depois, a instituição de Zurique chegou a tornar públicos documentos da Justiça suíça que comprovavam que Teixeira havia fraudado a entidade máxima do futebol e recebido um total de R$ 45 milhões em propinas. Além dele, o ex-presidente da entidade João Havelange também estava envolvido no escândalo.
Mas nem a Fifa e nem seu presidente, Joseph Blatter, tomaram qualquer ação em relação a Teixeira ou Havelange. Com a publicação dos documentos, ficou evidenciado que os dois brasileiros pagaram uma multa e o processo foi encerrado.
Meses depois, Blatter justificou o fato de jamais ter agido contra o esquema, ainda que ele tivesse sido por muitos anos o braço direito de Havelange: "Saber o quê? Que comissões eram pagas? Naquela época, tais pagamentos podiam ser deduzidos até mesmo de impostos como gastos de negócios", respondeu Blatter. "Hoje, seriam punidos pelas leis. Não se pode julgar o passado com base nos padrões de hoje. Caso contrário, acabaria como justiça moral. Eu não poderia saber de uma ofensa que na época não era ofensa", justificou o presidente da Fifa.
Embora Teixeira tenha saído de cena diante do impacto dos escândalos, ele jamais foi expulso da Fifa. Nenhum processo foi aberto contra ele pelo Comitê de Ética da entidade e a sua decisão de abandonar o futebol significou que todos os casos, pelo menos na esfera do futebol, foram arquivados.
Estatuto. Assim, não haveria qualquer impedimento para que Teixeira passasse a receber a pensão. Pelo estatuto da Fifa, "um pagamento anual será feito para todos os membros do Comitê Executivo que se aposentarem a partir de 2005, pelo longo tempo de serviço."
De acordo com as regras, o pagamento começaria a ser feito a partir do ano seguinte ao da saída do cartola e cobriria o mesmo período em que Teixeira atuou pela Fifa. O brasileiro exerceu seu cargo de 1994 a 2012.
Blindado
Teixeira tem ainda garantias legais por parte da Fifa de que o caso contra ele não será reaberto pelo novo Comitê de Ética da entidade. Em julho, na reforma que Blatter havia prometido, a Fifa contratou o jurista americano Michael Garcia para ser o presidente da Câmara de Investigações do Comitê.
Garcia já deixou claro para pessoas próximas que Teixeira está "fora de seu alcance". Isso porque ele não tem poderes retroativos e não pode reabrir inquéritos contra pessoas que tenham deixado a Fifa antes da criação de seu cargo. Teixeira abandonou a Fifa quatro meses antes da chegada de Garcia.
Via - Estadão

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